fbpx

O “Dinizismo” volta a dominar o varejo

Todo São-paulino se encantou com o “Dinizismo”, estilo de jogo adotado pelo técnico Fernando Diniz, marcado por muita posse de bola e ofensividade. O termo ganhou força quando o São Paulo Futebol Clube, liderado por Diniz, engatou uma sequência de 18 partidas de invencibilidade, chegando à liderança do Campeonato Brasileiro de 2020.

Mas o “Dinizismo” também está presente no varejo por outro Diniz. Com um estilo agressivo e domínio total do campo, o São-paulino fervoroso Abílio Diniz é um dos personagens mais icônicos do varejo brasileiro. É impossível contar a história do varejo sem falar do empresário que transformou a doceria da família no Grupo Pão de Açúcar (GPA).

Sua ascensão foi vertiginosa com o IPO do GPA em 1995 e depois com a injeção de capital da rede francesa Casino em 1999, possibilitando a aquisição de outras redes, tais como o Mambo e o Barateiro, seguida do atacarejo Assaí e, a maior transação do varejo brasileiro, ao comprar as redes de eletrodomésticos Ponto Frio e as Casas Bahia, criando a Via Varejo e transformando seu império em um colosso com 1,8 mil lojas e quase 140 mil funcionários, registrando faturamento maior do que Carrefour e Walmart somados.

Mas em 2013, quando romance com os franceses terminou em um divórcio conturbado, que só foi resolvido depois de dois anos e vários milhões de reais em honorários, sua carreira vitoriosa no varejo parecia ter chegado ao final. Afinal, com uma fortuna que passa os R$ 2 bilhões e na época com 76 anos, para que ou para quem ele precisava provar algo? Mas o “Dinizismo” só deu um tempo do varejo. Ainda em litígio com os franceses, Abílio topou o desafio de comandar a BRF, a gigante de proteína animal.

Seu retorno triunfal ao varejo foi em 2014, com o fim da disputa com o Casino. Sua gestora Península passou a comprar ações do Carrefour na França e fechou um acordo para arrematar 10% das operações do varejista no Brasil. Com o IPO do Carrefour Brasil, assentos garantidos no conselho de administração no Brasil e no conselho na matriz francesa, o “Dinizismo” entra em campo nesse ano com a compra da rival Big (antigo Walmart) por R$ 7,5 bilhões, criando uma companhia de R$ 100 bilhões em faturamento, criando um gigante no varejo alimentar brasileiro, deixando o grupo Pão de Açúcar em um distante segundo lugar no Brasil.

Aos 84 anos, Abílio afirma que vive os melhores anos da sua vida na busca constante da felicidade. E o “Dinizismo” está voltando a dominar o varejo com o movimento agressivo de Abílio comprar parte das operações da sua antiga empresa da francesa Casino. Na semana passada, as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) fecharam em alta de 8% após o mercado avaliar o interesse de outro ícone do varejo – o empresário, rival e o ex-sócio Michael Klein, da Via Varejo (VVAR3) em montar uma posição acionária no GPA.

Mas ao contrário do técnico Fernando Diniz, que não conseguiu manter sua filosofia no Tricolor após perder a liderança isolada do Brasileirão de 2020, o “Dinizismo” no varejo ainda terá uma longa e bem-sucedida história de sucesso! Acompanhe os próximos passos dessa partida aqui pelo blog da Visão Varejo. E para se manter sempre conectado nesse fascinante mercado, faça parte da Plataforma Visão Varejo.

Fontes: InfoMoney, CNN, Veja SP, Época Negócios, Globo, Blog AAA, Revista Empresários, Lance

Comentários

Você quer fazer parte da maior comunidade de colaboração do varejo brasileiro?
Preencha os campos abaixo e enviaremos as instruções para o cadastro GRATUITO na Plataforma Visão Varejo!