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A estratégia “Dísico” do Google no varejo

Várias empresas estão fortalecendo suas estratégias “Figital” no varejo, levando suas operações físicas para o mundo digital com o objetivo de oferecer experiências de omnicanalidade aos clientes. Mas poucas empresas nativas digitais fazem o caminho inverso com sucesso. A estratégia “Dísico” – quando o digital vai parar no ponto físico – é a mais nova aposta do Google.

Depois de anos de experiências com quiosques, o Google finalmente inaugurou no último dia 17 de junho sua primeira loja conceito. A proposta desse ponto físico é apresentar principalmente os próprios produtos da marca, tais como os smartphones, dispositivos para smarthome, os wearables e acessórios de terceiros, além de ampla seleção de colecionáveis da marca Google, como bonés e camisetas.

A Google Store, localizada embaixo de seus escritórios na cidade de Nova York, foi projetada como um showroom para oferecer ativação de marca com salas que o Google chama de “caixas de areia” com experiências específicas de produtos. O local também contará com reparos para os aparelhos Pixel e suporte de produto para todos os seus dispositivos e de software para usuários finais. Ainda não se sabe se essa é a primeira loja de muitas, mas é muito provável que sim. Veja mais detalhes da Google Store no vídeo abaixo:

Há cinco anos atrás, o Google começou a vender seus próprios smartphones e alto-falantes com comando de voz. Depois, expandiu o leque de dispositivos quando adquiriu a fabricante de wearables Fitbit e integrou a Nest, fabricante de dispositivos para smarthome, tais como termostatos.

A entrada do Google nas lojas físicas ocorre meses após a Microsoft, outra gigante de tecnologia, ter permanentemente fechado todas as suas lojas de varejo em julho passado em meio à pandemia. A Microsoft, que já foi líder no segmento de acessórios, vinha usando suas lojas físicas desde 2009 como vitrine para oferecer seus desejados dispositivos, tais como o Surface e o Xbox, além de uma seleção de PCs de terceiros.

Essa aposta do Google tenta trilhar o caminho de sucesso nas lojas de varejo da Apple, que foram determinantes na evangelização de seus clientes e continuam potencializando a marca com experiência exclusiva aos clientes.

É esperado que a próxima gigante a seguir essa estratégia seja a Amazon, que já oferece experiências imersivas de compras em algumas lojas no modelo pop-up (quiosques) como uma extensão física da Amazon.com. Com a expansão da linha de devices, que incluem as linhas Echo, Kindles, Tablets Fire e outros dispositivos com integração com Alexa, a Amazon precisará contar com lojas conceitos para demonstrar o potencial de suas soluções aos seus clientes.

Acompanhe os próximos passos das estratégias “Figital” e “Dísico” no varejo aqui pelo blog da Visão Varejo. E para se manter sempre conectado nesse intrigante mercado, faça parte da Plataforma Visão Varejo.

Fontes: Blog Google, The Verge, e NYTimes

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