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A próxima grande revolução do varejo online mundial

Você ainda é o tipo de pessoa que descobre novas marcas e produtos através de anúncios em revistas e catálogos físicos? Ou você já usa o Google e lojas virtuais para se informar sobre as novidades? Saiba que a maioria das pessoas atualmente descobrem novas marcas e produtos através das mídias sociais. Cerca de 3,4 BILHÕES de pessoas em todo o mundo estão conectadas às mídias sociais. Desse total, 80% usam as redes sociais para descobrir novas marcas… e mais de 75% compraram um produto por causa de uma postagem ou interação nas redes sociais.

Em uma pesquisa recente realizada pela empresa Square com 1.800 consumidores dos Estados Unidos mostrou que a principal forma utilizada para descobrir novos negócios é o Facebook, o que não é nenhuma surpresa. Afinal, em média, um usuário passou duas horas e 24 minutos por dia nas plataformas de mídia social em 2020. E as mídias sociais, que costumavam ser um lugar onde amigos compartilhavam posts e imagens, agora é uma vitrine digital onde empresas e influenciadores estão empurrando produtos e serviços o tempo todo.

Naturalmente, se você passar duas horas e meia nesse tipo de fórum, você vai ser exposto a todos os tipos de novos produtos e serviços. Além de tudo isso, empresas como Facebook e Twitter se aproveitam de milhões de dados de navegação gerados sobre seus interesses para combiná-los com anúncios de produtos e serviços que você estará interessado. Então, basicamente, os feeds de mídia social que você passa horas todos os dias se traduzem em coleções personalizadas de promoções de marcas e produtos que você certamente vai se interessar.

Mas, é aí que todo o processo geralmente morre nas mídias sociais — apenas no interesse. Porque, uma vez interessado, o modelo tradicional faz com que você clique naquele post ou anúncio e seja redirecionado para um outro site, deixando o ecossistema de mídia social para trás. Quando isso acontece, o usuário abandona o site e retorna o mais rápido possível para a rede social. Em geral, o usuário não quer navegar por um site, por novos produtos, e depois de tudo isso, ter que inserir suas informações de pagamento em um local desconhecido para finalmente comprar algo.

E se o processo de descoberta de marcas e produtos nas mídias sociais não se limitasse apenas ao interesse? E se as plataformas de mídia social permitissem que você comprasse produtos e serviços diretamente em suas plataformas? É exatamente isso o que está acontecendo agora, e está criando uma nova indústria que será a próxima grande revolução no varejo – as Compras Sociais (Social Shopping).

Um exemplo desse novo formato é oferecido pelo provedor de soluções de comércio eletrônico Shopify, que fornece soluções de comércio online para milhares de pequenos comerciantes e varejistas em todo o mundo. Na semana passada, o Shopify permitiu pela primeira vez que contas vinculadas ao TikTok, a plataforma chinesa de streaming de vídeo ultra popular, fizessem compras diretamente no aplicativo TikTok. Algumas semanas antes, a Poshmark, plataforma de revenda de e-commerce, e a Snap, aplicativo de compartilhamento de fotos de mídia social, fizeram uma parceria para compras sociais que permitirá que os vendedores da Poshmark vendam através da Snap. A Revolução das Compras Sociais já está sobre nós!!!

As implicações econômicas são enormes. As vendas globais de e-commerce devem crescer para 5 TRILHÕES de dólares em 2021, de acordo com o eMarketer. Considerando que 80% dos consumidores usam as mídias sociais para descobrir novas marcas, achamos muito provável que uma grande parte dessa fatia de vendas de US$ 5 trilhões migrem para canais de Compras Sociais na próxima década, como FacebookSnap, Pinterest, Twitter, Instagram, TikTok, e outras plataformas robustas de Compras Sociais.

Com essa revolução, as plataformas tradicionais de e-commerce, como Amazon, Mercado Livre Magalu poderão sofrer uma concorrência pesada das plataformas de mídia social nos próximos anos. Afinal, essas redes sociais poderão construir grandes negócios de e-commerce, pois são alimentadas diariamente por banquetes de dados de preferências de consumo dos seus usuários e têm domínios absolutos de publicidade digital, que são monetizadas através de anúncios pagos pelos vendedores.

Para vencer nessa revolução do e-commerce, as empresas tradicionais do varejo precisarão se associar e investir nas plataformas de mídia social, ou então, poderão ser engolidas por bilhões de pequenos vendedores que migrarão seus comércios online para esse novo mundo, se livrando dos intermediários (Marketplaces). Acompanhe as próximas revoluções do varejo mundial aqui no nosso blog!

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Fonte: artigo original publicado no portal InvestorPlace pelo Analista Senior de Investimentos Luke Lango.

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