Por que o rótulo engana
A capacidade anunciada em mAh é a da célula interna, que trabalha em torno de 3,7 V. Para sair pela porta USB, o circuito eleva a tensão para 5 V (ou 9 V, 12 V na carga rápida), e nessa conversão parte da energia vira calor. Depois o celular ainda perde um pouco ao carregar a própria bateria.
Na prática, por cabo, de 60% a 70% do rótulo chega ao celular. A calculadora usa 65%. Na carga sem fio, por indução, a perda é maior, e o aproveitamento fica perto de 50%.
A conta, passo a passo
cargas = mAh do power bank × aproveitamento ÷ mAh do celular
| Power bank | Celular de 4.500 mAh | Celular de 5.000 mAh |
|---|---|---|
| 5.000 mAh | ~0,7 carga | ~0,65 carga |
| 10.000 mAh | ~1,4 carga | ~1,3 carga |
| 20.000 mAh | ~2,9 cargas | ~2,6 cargas |
| 30.000 mAh | ~4,3 cargas | ~3,9 cargas |
Valores por cabo. Usar o celular enquanto ele carrega reduz o rendimento.
Além dos mAh: o que olhar na ficha
- Potência de saída (W): 20 W ou 22,5 W permitem carga rápida em celulares compatíveis. Com 10 W, a carga é lenta, mas funciona.
- Porta USB-C: serve para entrada e saída na maioria dos modelos atuais e dispensa adaptador com celulares novos.
- Peso: 10.000 mAh cabem no bolso; 20.000 mAh já pesam como um celular grande e vão melhor na mochila.
- Tempo de recarga do próprio power bank: quanto maior a capacidade, mais horas na tomada.
- Avião: multiplique os mAh por 3,7 e divida por 1.000 para ter os Wh. Até 100 Wh, a regra mais comum permite levar na bagagem de mão.
Os power banks do catálogo estão em Celulares e Telefones e emInformática. Para ver dois ou mais lado a lado, use o comparador.








